A U.E. é o maior produtor de vinho do mundo, mas uma publicação recente revelou que este sector pode estar ameaçado pelas alterações climáticas.

Produtores franceses foram surpreendidos por vindimas precoces; alguns mostraram preocupação com o verão excecionalmente quente, mas um elevado teor de álcool no produto acabado, foi visto como positivo.

Contudo os autores do livro “Threats to wine. The challenges of climate change“, Valery Laramée de Tannenberg and Yves Leers, receiam que estas celebrações possam ser “sol de pouca dura”.

“Elevados níveis de álcool nunca significaram bom vinho. É necessário ter em consideração todos os fatores”, advertiu Nicolas Joly produtor de vinho biológico, de renome mundial, da região francesa de Loire.

Extremamente consciente das alterações do meio ambiente, Nicolas Joly não esconde a sua preocupação: “O calor, a escassez de água, e os ventos incrivelmente fortes que mudam três vezes por dia. Isto é muito recente e deve-se às alterações climáticas”.

Para a videira, que já sobreviveu a períodos quentes entre os séculos X e XIV, séculos antes de se ter readaptado a um clima mais frio, a principal ameaça é a rapidez das atuais alterações climáticas. Esta é a conclusão de Valery Laramée de Tannenberg e Yves Leers.

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