O objectivo deste estudo foi avaliar a relação entre a adstringência e a concentração tanínica nos vinhos tintos utilizando diferentes métodos analíticos. Foram seleccionados quarenta vinhos tintos, a partir da gama comercial de um importante produtor. A selecção foi levada a cabo tendo como base uma avaliação preliminar das variações tanínicas e destinou-se a revelar a variação potencial na quantidade de taninos. A concentração tanínica foi determinada utilizando métodos analíticos previamente publicados, incluindo a absorção da luz a 280 nm, a reacção ao 4-dimetilaminocinamaldeído, a precipitação de proteínas, a floroglucinólise e a cromatografia de permeabilidade em gel. Os resultados indicaram que existiam grandes diferenças entre a quantificação de taninos, no que respeita às quantidades reais registadas e à relação com a adstringência observada nos vinhos tintos. Os métodos analíticos que obtiveram as mais importantes correlações com a adstringência observada foram: a precipitação das proteínas (r2 = 0.82), a floroglucinolises (r2 = 0.73), e a cromatografia de permeabilidade em gel (r2 = 0.74). Perante o equipamento que a maior parte das adegas dispõe, estabeleceu-se que a precipitação das proteínas seria o método de análise mais útil para avaliar a adstringência. Dado que o método da precipitação das proteínas é semelhante à reacção fisiológica face aos adstringentes, poderia tornar-se num importante instrumento para compreender como é que a modificação da estrutura dos taninos pode levar a uma modificação da percepção da adstringência. Aconselhamos a leitura do texto integral. Título original: Analysis of Tannins in Red Wine Using Multiple Methods: Correlation with Perceived Astringency