Foram estudadas as comunidades de bactérias láticas (BL) em mostos e ao longo das fermentações alcoólicas (FA) e maloláticas (FML) de vinhos tintos Tempranillo em dez adegas de Denominação de Origem Rioja durante três colheitas consecutivas.
Foi realizado um estudo estatístico com dados obtidos mediante métodos PCR-DGGE e cultura em placas. Os resultados mostram que as comunidades de BL na DO Rioja estavam altamente influenciadas pelo tipo de fermentação e também pelas diferentes fases de vinificação, enquanto outros fatores como o ano, a adega ou a sub-região de amostragem não tiveram efeito significativo na distribuição das espécies de BL.
Neste trabalho foram identificadas três famílias microbianas, sete géneros e 25 espécies, Lactobacillus foi o género detetado com maior frequência, antes da FML. Curiosamente, géneros e espécies não detetados com frequência nos vinhos, como Weissella, Fructobacillus e Oenococcus kitahara, foram identificados durante a FA, e espécies não-Oenococcus oeni foram descritas em algumas FML mediante os dois métodos. Pela primeira vez foram determinados dois novos grupos de alelos de Oenococcus oeni mediante 16S ADNr / DGGE que se tinham adaptado ao meio ambiente de forma aleatória.
Estudos futuros com a finalidade de entender o envolvimento das novas espécies e dos grupos de alelos Oenococcus oeni em fermentações de vinhos de Rioja podem ser de grande interesse.
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