As alterações na composição fenólica não antocianica que ocorrem na fermentação malolática realizada espontaneamente ou por quatro leveduras de arranque (starters) diferentes das espécies Oenococcus oeni e Lactobacillus plantarum foram examinadas para determinar se as diferenças observadas nos compostos fenólicos poderiam ser atribuídas à estirpe de bactérias lácteas ácidas (BAL) que intervêm nesta importante fase da vinificação. Os compostos polifenólicos foram analisados por cromatografia HPLC com detecção por rede de fotodíodos e por HPLC com detecção por espectrometria de massa e ionização por electroscopia. As culturas de bactérias malolácticas seleccionadas para este estudo eram estirpes LAB enológicas indígenas da originárias de vinhos AOC da região de Rioja (Espanha). Os resultados mostraram diferentes comportamentos malolácticos de O. oeni et L. plantarum de acordo com a composição fenólica do vinho. Uma diversidade foi também observada no interior de cada grupo. Os ácidos hidrocinâmicos e os seus derivados, os flavonóis e os seus glicosídeos, os flavonóis monómeros e oligómeros e o trans-resveratrol e o seu glicosídeo foram os compostos mais modificados pelas diferentes LAB. A população de LAB indígena exerceu uma maior influência em alguns destes compostos fenólicos que as monoculturas seleccionadas e inoculadas, durante este estudo. Aconselhamos a leitura do texto integral. Texto original: Contribution of Malolactic Fermentation by Oenococcus Oeni and Lactobacillus Plantarum to the Changes in the Nonanthocyanin Polyphenolic Composition of Red Wine