Os “super taninos” são polifenóis de tamanho superior aos conhecidos até hoje.

Um grupo de investigadores da Universidade de Bolzano, em Itália, publicou recentemente um estudo na revista Journal of American Society for Mass Spectrometry, que destaca a estrutura de alguns compostos antioxidantes naturais do vinho, denominados de “super taninos”.

O trabalho inicialmente visava identificar os compostos do vinho que desempenham um papel importante na definição da qualidade e da autenticidade dos vinhos da região italiana de Trentino-Alto Ádige. Entretanto, o objetivo mudou, no momento em que, ao aplicar um procedimento analítico para o estudo de proteínas, com base na troca isotópica entre hidrogénio e deutério e o uso do espectrómetro de massa de alta resolução, foi identificado um novo grupo de proantocianidinas cíclicas de seis períodos.

Há dois anos, investigadores da Universidade de Bordéus sugeriram a presença de proantocianidinas oligoméricas cíclicas no vinho: uma nova classe de substâncias semelhantes aos taninos, mas com forma inesperada em anel. Razão pela qual foram denominados de procianidinas coroa. No entanto, os cálculos teóricos realizados pelos investigadores italianos sugeriram a existência de outras estruturas similares. De facto, a aplicação de técnicas alternativas permitiu confirmar os resultados da equipa de investigação de bordéus e identificar a presença destes “super taninos” com uma estrutura mais complexa que a prevista.

Este estudo é recente e merece ser aprofundado, mas as experiências realizadas até este momento mostram o potencial destes “super taninos” como possíveis marcadores da autenticidade dos vinhos em todo o mundo.

Referência

Longo, E., Rossetti, F., Scampicchio, M., Boselli, M.; Isotopic Exchange HPLC-HRMS/MS Applied to Cyclic Proanthocyanidins in Wine and Cranberries; J. Am. Soc. Mass Spectrom. (2018). https://doi.org/10.1007/s13361-017-1876-8