Durante os anos 1998-1999 foi conduzido um estudo numa vinha experimental com o objectivo de se conhecerem os efeitos do vírus GLRa V-3 nas principais características qualitativas e quantitativas do Merlot, Carmenére e Cabernet Sauvignon. Do pintor à vindima foram colhidas amostras das uvas todos os 7 dias para análise química e organoléptica e observados os sintomas nas folhas. Os sintomas manifestaram-se com uma intensidade e uma precocidade variável segundo a espécie, e atingiram o seu máximo na fase final de maturação da uva. A concentração de açúcares foi sempre mais elevada no mosto obtido das uvas de plantas sãs. Em geral, nos mostos resultantes de uvas de plantas infectadas pelo vírus, observaram-se valores de pH mais baixos, e uma concentração total em ácidos mais elevada – especialmente em ácido málico. As películas da uva de plantas não infectadas revelaram sempre uma maior quantidade em antocianas. A produção de uva foi significativamente superior para as castas Merlot e C sauvignon. Os sintomas da doença foram menos evidentes no C. Sauvignon. Em conclusão, de um modo geral, GLRa V-3 provoca efeitos negativos nos parâmetros de produção e qualidade, e induz modificações nas principais características organolépticas dos mostos, com efeitos particularmente acentuados nas variedades de Merlot e Carmenére. (Aconselhamos a leitura do texto integral.Título original: Effetti del virus GLRAV-3 dell’accartocciamento fogliare sulle produzioni di tre vitigni) FG@ 2003. 11

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