Os dados fornecidos pela amostra representativa dos produtores de vinho a nível europeu permitiram uma nova perspetiva de análise, relativa à real utilização dos inputs, e obter informações do seu impacto no meio ambiente e dos seus custos de produção. Dentro de uma abordagem de Avaliação do Ciclo de Vida e Custo (ACV-ACVC), a adoção de indicadores permitiu estimar o impacto ambiental global dos diferentes meios técnicos utilizados na adega e identificar os responsáveis pelos maiores efeitos que, em média e em ordem decrescente, são: as garrafas de vidro, as caixas de cartão, os combustíveis, a eletricidade, os vedantes, os pesticidas e fertilizantes.

Para cada input, verificou-se uma variabilidade da quantidade utilizada entre diferentes adegas extremamente elevada, o que sugere a existência de uma forte margem de melhoria nos centros de vinificação menos sustentáveis.
Curiosamente, as ações mais eficazes para melhorar o desempenho ambiental, por exemplo a alteração do material da embalagem, não têm efeito no processo de produção, e por conseguinte, na qualidade do vinho produzido, e são acompanhadas por uma redução potencial dos custos de produção.

O sistema permite uma análise detalhada de cada adega, a identificação dos pontos críticos específicos e o desenvolvimento de um plano de melhoria à medida. Além disso, é possível simular o efeito de uma solução adaptada e estimar antecipadamente o custo/benefício das melhorias.
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