As áreas com denominações vitícolas resultam, historicamente, de uma selecção empírica que consagrou uma adequação entre factores naturais, castas e práticas enológicas. A noção de terroir é apresentada como a base das DOC (A. O. C. nos vinhedos franceses). As práticas agrovitícolas evoluem, padronizam-se e mundializam-se; os factores naturais do terroir, esses, mantêm-se. Eles constituem um património não reprodutível, que pode tornar-se um elemento importante da tipicidade do produto e a garantia da sua autenticidade. A tentativa de estabelecimento de uma relação do produto com o seu local de origem assume cada vez maior importância no contexto actual de forte concorrência internacional, para uma melhor informação do consumidor e uma boa traçabilidade. Numa AOC encontram-se, geralmente, diversas unidades de território e, dessa forma, uma grande variabilidade ao nível parcelar. Esta variabilidade coloca diversos problemas aos viticultores no que diz respeito à adaptação dos itinerários técnicos. Por vezes, o aprofundamento e a definição clara das delimitações AOC obrigam a recorrer a novos conceitos e novos instrumentos que devem levar à utilização de critérios de zonagem objectivos e mais eficazes. É neste contexto que se situam os trabalhos conduzidos pela Unité Vigne et Vin do centro do INRA de Angers.
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