O setor vitivinícola necessita de métodos rápidos para detetar e quantificar as leveduras, tanto para o controlo da fermentação como para a deteção de microrganismos contaminantes. Frequentemente, tal como no caso de Brettanomyces bruxellensis, os microrganismos podem ser encontrados num estado viável mas não culturável (VBNC) e portanto a investigação com as tradicionais técnicas microbiológicas pode ser mais difícil. Na presença de B. bruxellensis o tratamento de correção deve ser efetuado imediatamente com o objetivo de evitar grandes prejuízos económicos. O objetivo deste trabalho foi a otimização de um método para encontrar B. bruxellensis mediante uma técnica quantitativa independente da cultura em placa, Real-time PCR (qPCR). Analisaram-se amostras de uvas, mosto e vinho de Trebbiano e Montepulciano d’Abruzzo DOC, provenientes da viticultura biológica e da viticultura tradicional, de algumas empresas de Abruzzo. As células de B. bruxellensis foram detetadas em uvas de Montepulciano d’Abruzzo (102 UFC/mL) mas não nas de Trebbiano. Nas fermentações espontâneas de Montepulciano d’Abruzzo detetou-se a presença de B. bruxellensis desde as primeiras fases de fermentação e logo desapareceram. Em algumas amostras de vinho, onde se percecionava o caráter “Brett”, as concentrações estavam compreendidas entre 10 e 104 UFC/mL. Estes resultados confirmam que o caráter “Brett” é percecionado como uma concentração celular de 1 UFC / mL. O qPCR é um método rápido (menos do que 5 horas) e sensível para o controlo e quantificação da levedura, já que é possível ser detetada a partir de baixas concentrações celulares (10 CFU/mL). Portanto um controlo rigoroso de uvas/mostos, tanto em fase de fermentação como de estágio, pode evitar surpresas desagradáveis. Palavras-chave: Brettanomyces, PCR quantitativo, vinho
Documentos anexados
Páginas relacionadas:​