O artigo descreve uma nova metodologia para avaliação do potencial polifenólico da uva e sua validação. O objectivo desta metodologia é o de estimar não só o teor das uvas tintas em polifenóis, mas também a sua localização (película e grainhas). O método baseia-se numa amostragem de uvas representativa da vinha; as amostras recolhidas são conservadas a 4ºC até à extracção dos compostos, esta efectuada até 48 horas após a recolha. A película e as grainhas são separadas da polpa manualmente e imediatamente colocadas em frascos contendo uma solução hidroalcoólica. O oxigénio existente nos frascos é eliminado pela insuflação de azoto líquido ou dióxido de carbono; de seguida os frascos são fechados com parafilm e conservados em estufa a uma temperatura constante de 30ºC, sendo o seu conteúdo agitado diariamente. O período de extracção não deve ser inferior a 5 dias. As grainhas são objecto de tratamento idêntico. Os extractos são analisados por espectrofotometria segundo o método de Di Stefano et al. (1989), após separação da fracção sólida. O método foi aplicado para validar a correlação existente entre a composição das uvas e a dos vinhos produzidos em escala experimental ou industrial. A máxima concentração de antocianas é atingida 1 a 2 dias após o início da extracção, ao contrário das proantocianidinas, as quais atingem a sua concentração máxima ao fim de 5 dias. A extracção dos compostos existentes nas grainhas é mais lenta. A optimização do método evidenciou uma boa repetibilidade e precisão dos dados. Este método permite um bom nível de previsibilidade dos resultados, quer quando aplicado a microvinificações, quer quando aplicado a produtos obtidos à escala industrial. (Aconselhamos a leitura do texto integral. Título original: Potenziale polifenolico delle uve rosse e la sua applicazione in enologia)