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A agrobiodiversidade funcional na viticultura da Região Demarcada do Douro: utopia ou realidade? Os artrópodes como caso de estudo

infowine.forum 2018 | Poster

Fátima Gonçalves1, Cristina Carlos1,2, Irene Oliveira1,3, Rui Pinto4, António Crespi1, Laura Torres1

1Centro de Investigação e de Tecnologias Agro-Ambientais e Biológicas (CITAB), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 5001-801, Vila Real, mariafg@utad.pt

2ADVID - Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense. Edifício Centro de Excelência da Vinha e do Vinho - Régia Douro Park. 5000-033 Vila Real

3Centro de Matemática Computacional e Estocástica (CEMAT-IST-UL), Universidade de Lisboa, 1049-001 Lisboa

4Centro de Química, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 5001-801, Vila Real 

Com o objectivo de reduzir a perda de biodiversidade e a degradação dos serviços ecossistémicos associados, as Nações Unidas estabeleceram o período 2011-2020 como a década da biodiversidade. Durante este período, os países envolvidos comprometeram-se a implementar o Plano Estratégico para a Biodiversidade, incluindo as Metas de Biodiversidade de Aichi. O argumento é que a diversidade biológica sustenta o funcionamento dos ecossistemas e a provisão de serviços essenciais ao bem-estar humano, contribuindo ainda para o desenvolvimento económico e a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio. Desde 2010 que, no decurso de projectos de investigação e trabalhos académicos, se têm desenvolvido estudos na Região Demarcada do Douro, no domínio da agrobiodiversidade funcional, entendida como a parte da biodiversidade dos ecossistemas que faculta serviços essenciais à produção e que pode também, proporcionar benefícios ambientais à escala regional e global e ao público em geral. Especificamente, pretendeu-se aprofundar conhecimento sobre a diversidade de artrópodes existentes no ecossistema vitícola, e as práticas que incrementam a sua abundância, diversidade e serviços por eles facultados. Nesta comunicação resumem-se as principais conclusões obtidas, designadamente: i) a existência de grande diversidade de grupos taxonómicos, evidenciando que a produção de vinho é compatível com a conservação destes organismos; ii) o facto de a manutenção de infraestruturas ecológicas, especificamente matos, florestas e sebes na proximidade das vinhas, e vegetação nos taludes, incrementar as populações de artrópodes; no primeiro caso, em particular no Inverno e início da Primavera, ao servirem de refúgio e local de hibernação sobretudo para os inimigos naturais dos fitófagos; no segundo caso por lhes fornecerem abrigo e alimento alternativo (pólen, presas/hospedeiros); iii) o facto de as práticas de condução do solo da vinha (e.g. enrelvamento e uso de compostado) terem importância determinante na abundância e diversidade das populações de artrópodes.

Palavras-chave: biodiversidade, vinha, infraestruturas ecológicas, enrelvamento

Publicado em 18/07/2018
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