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TRATAMENTO DE EFLUENTES VINÍCOLAS DA REGIÃO DOS VINHOS VERDES

Antonio Pirra1 e António Oliveira2

1Centro de Química - Vila Real, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, UTAD, 5000-801 Vila Real, Portugal

2Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte. Delegação Basto-Douro. Parque Florestal 4600-206 Amarante, Portugal

 

Um curso de água é considerado poluído ou contaminado quando a composição, o estado ou a qualidade da água são alteradas por ação antrópica. Os resíduos do sistema agroalimentar são poluentes e originam a destruição da fauna e da flora.


Os efluentes de uma adega são classificados como efluentes industriais: todos os efluentes provenientes de qualquer atividade que não possam ser classificados como efluentes residuais domésticos ou de escoamento superficial, são classificados como efluentes residuais industriais. Estes são cerca de 10 a 100 vezes mais poluentes do que os efluentes residuais domésticos [1]. A produção de vinho na região do Minho gera, anualmente, cerca de 250 milhões de litros de efluentes.


O tratamento de efluentes vinícolas da região dos Vinhos Verdes que utiliza processos biológicos aeróbios (sistema de lamas ativadas), permite reduzir a respetiva carga poluente em termos de Carência Química de Oxigénio (CQO), Sólidos Suspensos Totais (SST) e níveis de pH a valores muito próximos dos limites legais estabelecidos por lei para a descarga de efluentes na rede de coletores.


Neste trabalho pretendemos determinar a Carga Volúmica (CV) poluente mais adequada ao tratamento de Lamas Ativadas (LA) e verificar ainda a influência que a correção do pH e das concentrações em macronutrientes no efluente bruto têm na melhoria do processo de tratamento.


Primeiro utilizamos uma amostra de efluente não corrigido, e após a sua caracterização testamos o efluente corrigido, variando os níveis de pH, azoto e fósforo com o objetivo de estudar a influência destes parâmetros na efetividade do processo de tratamento.


Concluímos que o sistema de tratamento de LA é eficaz na remoção de cargas poluentes de CQO, SST e nos níveis de pH. Verificamos que os melhores resultados foram obtidos com o efluente corrigido, para valores de 3g de CQO L-1 dia-1, removendo até 96% da carga poluente, que gerou um efluente tratado com um nível residual de 210 mg L-1 de CQO, a 170 mg L-1 de SST e a um nível de pH de 6,8, adequado para a descarga na rede de coletores após o final do tratamento.

Trabalho apresentado no infowine.forum 2016

Publicado em 13/02/2017
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